infelizmente, eu não tenho a menor condição de preparar um post novinho em folha sobre o assunto, mas como apoio demais a causa, reproduzo aqui o post de chamada para o movimento e alguns links que eu for descobrindo a longo do dia.
Amigos, os adoradores do AI5Digital e da ditadura, os amantes do vigilantismo, os defensores dos direitos econômicos em detrimento dos direitos civis que formam o tripé do atraso, estão se movimentando para aprovar o famigerado e monstruoso AI5Digital que há muito deveria ter sido fulminado, destruído e acabado.
A turma do Grande Irmão: Azeredo, Febraban, Fecomercio e outros do mesmo quilate estão fazendo uma força tremenda para nos empurrar o AI5Digital guela abaixo de qualquer forma, vamos aos fatos:
No dia 05/08/10 O Deputado Pinto Itamaraty do PSDB apresentou parecer favorável ao AI5Digital, ignorando todos os argumentos e movimentos sociais dos últimos três anos.
E agora um evento para lá de esquisito organizado pela revista Decision Report, uma publicação que parece estar à serviço do Azeredo e do vigilantismo, se anuncia para o dia 31/08 com o título oportuno (para o tripé do atraso) de: Crimes Eletrônicos – A urgência da lei. O curioso e que este evento conta com 19 palestrantes para falarem em 2:30h, o que dá um pouco mais de 7 minutos para cada um.
Por estas e por outras que estamos convocando uma blogagem coletiva para o dia 31/08/10, justamente no dia do tal evento à serviço do Azeredo e do AI5digital, vamos fazer uma blogagem coletiva contra o AI5Digital para lembrar a todos que queremos a Internet como um espaço livre e democrático!
UPDATE 31/08/10 – Hoje é dia da Blogagem Coletiva, faça seu post e linke para cápara lá, assim teremos como acompanhar a evolução da blogagem.
em meados de 2008, recém-saída da prefeitura, investi num notebook bala, com tela de 15 polegadas, na ilusão de que ele seria meu novo instrumento de trabalho. passados quase dois anos, sem nunca ter usado o bichinho pra efetivamente trabalhar, concluí que ideal seria trocá-lo por um netbook, mais barato, mais leve, menos trambolhudo e mais adequado ao uso que eu de fato fazia: assistir séries, navegar na internet e de vez em quando brincar com joguinhos.
eu estava no meio desse processo quando houve o lançamento do ipad. mesmo eu que não sou applemaníaca e cuja única experiência com mac foi um desastroso performa lá pros idos de 1998, babei. achei aquilo tão fantástico que parecia filme futurista. na época ainda nem pensava que acabaria tendo um tão cedo, mas por motivos vários acabei não comprando também o netbook.
acabou que a combinação férias na frança + uma grana inesperada se mostrou como uma oportunidade única para abortar de vez os planos do netbook e dar uma nova chance à maçãzinha.
minha primeira surpresa, quase uma decepção, foi a necessidade de sincronizar com o itunes pra ligar o aparelho. eu sabia que precisaria sincronizar pra transferir arquivos, mas achava que poderia ir usando ele sem arquivos transferidos, pra acessar a internet principalmente. afinal, eu estava na frança e não tinha nem tempo pra usufruir de mais coisas…
minha sorte foi que meu irmão estava lá com um notebook e o wifi do hotel permitiu o download do itunes. nas minhas primeiras horas como novamente dona de um apple, tive que ouvir que o brinquedinho só funcionava se tivesse um “computador decente” pra fazer ele ligar. e é verdade, eu continuo achando que não precisava tanto…
mas, uma vez ligado, foi só alegria! como internet móvel me serviu demais nos dias que me restaram no estrangeiro, incluindo aí uma noite em claro no aeroporto que se dependesse só de livro seria bem mais longa. além de acompanhar as redes sociais e mandar notícias breves, o app do google maps que já veio nele também foi bem útil, já que minha alternativa era telinha do celular.
de volta ao brasil e à rotina normal, fui me adaptando aos poucos. transferi minhas músicas e fotos da viagem, e é um barato ver fotos no ipad. mostrei pra minha vó e rapidinho ela já passava pra frente ou dava zoom sozinha, muito legal!
baixei o aplicativo do kindle — outro que povoava meus sonhos de consumo quando o ipad foi lançado. só hoje fiz uma conta na amazon, baixei o livro da alice que tava de graça e brinquei um pouquinho. parece bem bacana, dá pra marcar páginas, sublinhar trechos e deixar notas, tudo buscável depois. ao marcar uma palavra, aparece a definição embaixo, com a opção de busca no google e na wikipedia, ou de ver a definição completa no dicionário que vem embutido no aplicativo. dá também pra alterar a cor de fundo e do texto e aumentar o tamanho da fonte. muito bom! mas acho que ele não lê pdf… por enquanto, baixei o iread pdf, que também é gratuito e resolve, mas se tiver um jeito de abri-los no kindle seria lindo! alguém?
depois de algumas pesquisas frustradas pelo google tentando descobrir um programinha que convertesse minhas séries em rmvb para mp4, pra eu poder vê-las no quicktime, já estava desistindo e conformada em continuar vendo séries no pc mesmo quando tive a brilhante ideia de digitar “rmvb” na busca da appstore. bingo. descobri o oplayer, um player que toca rmvb. sim, eu paguei 5 dólares pela versão full pq a lite fica com um banner gigante na frente da tela, mas não me arrependo. não vou entrar aqui de novo na discussão que rolou no twitter sobre eu baixar em rmvb e não me importar com a baixa qualidade do formato. nesse quesito, o player também não ajuda: a imagem dá uma leve agarradinha, como se houvesse alguns quadros a menos por segundo. mas pra mim, é quase imperceptível. como adoro ver séries já deitada pra dormir e detestava levantar pra desligar o pc depois, poder simplesmente deixar o ipad na cabeceira quando a série acaba, como faço com os livros, tá bom demais!
os joguinhos foram uma novela à parte. não sabia que a appstore nacional não vendia joguinhos, por causa de uma treta aí com a legislação brasileira. me aconselharam fazer uma outra conta na appstore americana, e eu fiz, mas eles não aceitam meu cartão brasileiro, ainda que internacional, e só consegui baixar as versões free. daí que eu viciei no raio do joguinho dos passarinhos aloprados e tô a um passo de fazer minha terceira conta, dessa vez na appstore argentina, pra poder comprar a versão full. gente, sério: se você tem mais o que fazer da vida, nunca experimente esse joguinho!
e tem também o flipboard, né? o aplicativo lançado pouco antes de eu viajar fez tanto barulho que foi um dos primeiros que procurei, e ele é sensacional mesmo! ele “formata” seu twitter e seu facebook como uma revista eletrônica, já dando preview dos links sejam eles pra texto, foto ou vídeo. por ele mesmo vc pode reponder, favoritar, retuitar, comentar ou enviar por email as postagens que quiser. você também pode personalizar outras “editorias” de sua revista, seja por meio de suas listas no twitter, seja buscando por perfis específicos. a ideia é excelente e o resultado ficou muito redondo, linpo, intuitivo, fácil de usar, viciante. pra ficar perfeito só se eles inventarem um jeito de meu google reader virar uma editoria também.
no geralzão, por enquanto, é isso aí. pro que eu queria, tô mais que satisfeita! não sei se ajudou quem tava na dúvida, e também não sei tirar dúvidas, esse foi apenas um depoimento de uma usuária caloura no mundo apple.
e, ah, eu não tinha a intenção de fazer inveja em ninguém não, mas a apple lançou esse videozinho tão fofo e eu não resisti… ;-) .
há menos de um mês vivemos a primeira copa em tempos de redes sociais e tivemos uma bela amostra do quanto a experiência do evento pode ser enriquecida não só pelas redes em si, mas também pelos recursos tecnológicos que hoje possibilitam o que antes era impensável. agora, a copa sai de cena para dar lugar à primeira eleição presidencial brasileira com todas essas possibilidades.
apesar de ser inevitável a comparação, não é exatamente do “efeito obama” que estou falando. claro que me interesso e espero ver grandes cases de uso das mídias sociais nas campanhas, algo que extrapole o já mais do que básico “twitter do candidato”, mas me chamaram atenção outras formas que vi por aí de iniciativas envolvendo eleições e internet. aposto que quando começar a propaganda gratuita na tv e no rádio e o assunto já estiver quente na boca do povo, novas propostas criativas vão surgir para engrossar esta lista:
tvoto
o tvoto funciona em parceria com o twitter e além de trazer uma série de informações úteis sobre os candidatos e sobre as eleições em si, também funciona como uma espécie de pesquisa de intenção de voto informal. o usuário permite a conexão com o twitter e declara seu voto – que é mantido em sigilo como na eleição pra valer, mas é computado e contribui para gerar as estatísticas. é possível acompanhar as intenções de voto por estado e comparar com outros usuários. a construção da ficha de cada candidato (biografia, site, twitter) também é feita de forma colaborativa.
eleitor2010
segundo o próprio site, o eleitor2010 é “um projeto apartidário e sem fins lucrativos para cobertura das eleições de 2010 segundo a ótica do eleitor. trata do uso da mídia cidadã e software livre para agregar, organizar, analisar e criar conteúdo sobre as campanhas eleitorais nacional e regionais do Brasil, de maneira participativa e inédita.” o site funciona como uma espécie de “reclame aqui” eleitoral. o cidadão que testemunha alguma irregularidade na campanha envia seu relato para o site, podendo anexar também fotos, vídeos e áudios, e assim vai se formando um grande mapa colaborativo das irregularidades. a participação ativa do internauta é fundamental, não apenas para alimentar o mapa, como para divulgar o projeto. sem audiência, ele é apenas uma lista de denúncias, mas a partir do momento em que mais e mais pessoas conhecem, divulgam e colaboram, a pressão para coibir as infrações denunciadas torna-se mais efetiva.
vote na web
o vote na web também é meio que um observatório, só que não de campanha: o foco é a atuação política dos candidatos. no site, você pode fazer uma busca por político e levantar a ficha do cara: quantos mandatos já teve, quantos e quais projetos de lei já apresentou, quantos/quais foram aprovados ou reprovados, de quantas votações participou e quais foram seus votos. há também a busca por projeto, que além de mostrar quem votou a favor e quem votou contra (ou quem não votou), possibilita ao usuário votar também e deixar comentários, numa forma muito interessante de cidadania: ao mesmo tempo em que se informa, o cidadão expressa sua vontade e pressiona seus representantes.
essa é uma iniciativa atemporal, e espero mesmo que cresça e permaneça constantemente no ar para que possamos fiscalizar quem tá lá pra trabalhar. mas agora, especialmente, é um bom lugar pra dar uma conferida naquele candidato que você pensa em votar mas ainda não está 100% decidido!
sem sujeira
outra iniciativa atemporal que espero que permaneça a todo vapor após as eleições é o sem sujeira. focado na questão da poluição visual que castiga as cidades e que aumenta exponencialmente nesta época, o site traz um registro colaborativo das infrações flagradas pelos usuários. a ideia é publicar a infração sempre junto com o endereço, devidamente apontado no google maps para facilitar uma eventual futura fiscalização. em pouco tempo, já teve candidato se manifestando por lá e dizendo que ia mandar limpar o local, vamos ver se vai cumprir!
para quem não tem certeza se a propaganda que está vendo é irregular ou não, o site indica as orientações que o tre de minas divulgou em sua campanha sujeira não é legal. (aliás, essa também é uma excelente campanha, só não mereceu tópico inteiro no post porque é um site estático, sem abertura para participação colaborativa.)
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infelizmente, no meio de tanta coisa bacana, uma iniciativa mixou pela falta de visão dos próprios candidatos. o 1º debate on-line entre os presidenciáveis 2010, uma iniciativa dos portais ig, msn, terra e yahoo, seria nessa segunda, dia 26, e foi cancelado porque os dois principais candidatos, dilma e serra, desmarcaram por “problemas de agenda”. ninguém desmarcaria um debate na rede globo por “problemas de agenda”, no que eu concluo que ou a desculpa é furada ou os candidatos ainda não perceberam a dimensão da oportunidade que acabaram de desperdiçar, ainda mais sendo uma parceria entre quatro grandes portais. uma pena.
update
mal divulguei esse post no twitter e recebi um RT de um site que eu ainda não conhecia, mas que certamente merece figurar nessa lista: o cidade democrática. a proposta é ser “uma plataforma de participação política, onde cidadãos e entidades podem se expressar, se comunicar e gerar mobilização para a construção de uma sociedade cada vez melhor” — notem mais uma vez o foco no político, em vez do eleitoral que murcha após outubro. vejam o vídeo pra entender melhor, e participem:
o twitter tem a característica de amplificar tudo que é dito, seja de bom, seja de mau. a facilidade de se postar um desabafo curto, que certamente não seria publicado em um blog, acaba levando ao ar uma série de pensamentos lamentáveis. isso para empresas traz consequências graves – vide o exemplo do dirigente da locaweb que xingou o time patrocinado pela empresa –, mas o marketing digital não é o enfoque que eu quero dar agora.
fiquei pensando na relação entre as pessoas, mesmo. em como uma frase no twitter, que tantas vez nos faz simpatizar ou admirar por uma pessoa, pode também provocar reações bem negativas. ao ver tweets desse tipo de gente que eu não conheço, logo de cara eu já tenho certeza que o sujeito é um babaca. não conheço, não sei nada dele, aquele pode ter sido o único tweet infeliz da pessoa, mas ó só que azar, vai ser difícil mudar minha impressão. da mesmo forma como às vezes sinto uma decepção profunda ao ver gente que já sigo falando e/ou reproduzindo barbaridades.
notem que falo de mim mas me refiro a reações possíveis e prováveis em qualquer leitor. pode ser o gerente de rh da empresa para o qual o metido a engraçadinho mandou currículo, a garota que ele paquerou e que agora quer saber mais sobre pretendente, o professor daquela matéria que ele está pendurado, enfim, o leitor pode ser QUALQUER PESSOA. e certas coisas não se publica numa página pessoal aberta para qualquer pessoa. eu sei que ninguém é perfeito. todos, sem exceção, temos nossos comportamentos condenáveis. a questão é saber manter cada coisa na sua esfera adequada.
por exemplo, ontem faleceu o filho da atriz cissa guimarães. todo mundo viu a notícia, foi pros trending topics e talz. eu nem acompanhei a repercussão em tempo real, durante o dia, mas de noite vi que um rapaz (que felizmente não conheço) twittou algo mais ou menos assim (perdi o link, sorry): “o presunto do irmão da @marianabelem nem esfriou e ela não larga do twitter”. isso é uma comentário lamentável em qualquer lugar, mas seria hipocrisia dizer que ninguém nunca virou pro amigo do lado e cochichou algo no mesmo nível, bem baixinho pra ninguém mais ouvir. mas daí a publicar numa página na internet com seu nome, e o que é pior, com o @ linkando para o alvo do comentário, é sim uma babaquice sem tamanho. duvido que o espertão teria coragem de dizer isso na cara dela, mas usa-se do @ pra fazer sua provocação chegar ao destino numa demonstração clara de uma absoluta falta de respeito e até de compaixão.
qual é o propósito? punir a coitada que comete o supremo crime de twittar após saber da morte do irmão? aparecer? afirmar-se como um cara que tá cagando para o próximo? na boa, qualquer que seja a alternativa correta esse único tweet bastou pra eu querer distância dessa pessoa.
[em tempo, a mariana belém mandou o cara tomar no cu em caps lock e eu achei certíssimo. depois ela apagou o tweet, o que pensando bem também é a atitude mais adequada.]
outra coisa que me choca é a capacidade que tanta gente tem de justificar seus preconceitos e valores questionáveis travestindo-os de piada e acusando quem percebe o preconceito embutido de não ter humor. eu venho de uma família que brinca dizendo que “perde o amigo mas não perde a piada”, me considero muito bem humorada sim, e adoro me divertir com piadas inteligentes e… engraçadas! nem sou radical quanto ao humor negro ou aos chistes politicamente incorretos, embora muitas vezes prefira só rir e não repassar.
até que surge um caso como o do goleiro bruno (infelizmente, de tempos em tempos surge um caso horroroso desses diferente pra cair na boca do povo). desde o começo da história eu me incomodava com piadas sobre o tema por ser ele por demais macabro, mas vá lá, quando alguém disse que esse macarrão era miojo eu não tive escrúpulos de rir.
mas aí começa a aparecer na minha timeline a pérola de que “a elisa samúdio deveria ter aprendido com a stéfany brito que é melhor ser comida pelo pato que pelo cachorro”. gente, atenção: isso NÃO é piada! isso é uma crueldade, é desumano e extremamente preconceituoso! isso não tem graça. nenhuma graça. nem procurando lá no fundinho, nem chamando minha porção mais politicamente incorreta possível. isso é apenas um jogo de palavras SEM A MENOR GRAÇA que tenta travestir de piada um preconceito, para facilitar sua reprodução!
eu ainda tenho fé que algumas (nem todas) pessoas que retuitaram isso caíram na armadilha e não pararam muito bem pra refletir no que estavam endossando – aliás, essa é outro perigo do twitter! –, mas outras, tenho certeza que pensam exatamente o que a falsa piada dá entender. e não fazem a menor questão de esconder, pelo contrário, se orgulham em exibir.
ressalto mais uma vez (falo isso sempre) que a ferramenta não é a culpada. ela é apenas isso: uma ferramenta, e como tal é utilizada por pessoas. e é nelas que está o problema. até porque, é o twitter também nos traz compensações maravilhosas, nos apresenta pessoas e pensamentos e iniciativas lindos e preciosos, que mantêm viva a esperança de que o mundo não está perdido.
[esse texto foi escrito de supetão para eu não perder a ideia que queria registrar. perdoem a falta de links e imagens, e eventuais erros de digitação que tenham passado, mas já passou muito da hora de eu ir dormir. boa noite e sonhem com coisas lindas.]
sim, já tivemos um encontro de social media em bh, que foi o #smdaybh, um encontro proposto pelo mashable para celebrar o dia do social media, em 30 de junho. pensando por aí, o próximo seria o segundo.
mas não. como já foi dito diversas vezes, o primeiro foi uma celebração, um evento que acontecerá novamente apenas daqui a um ano, no próximo dia 30/06, quando quem sabe poderemos fazer um balanço do 1º ano da comunidade de social media em bh.
apesar de inicialmente ter o mesmo formato do #smdaybh, o encontro do próximo dia 28 é uma resposta a outra proposta do mashable: a realização de encontros mensais em cada cidade para o fortalecimento das comunidades locais de social media. assim, o 1º social media meeting bh inaugura uma série mais, digamos assim, ordinária (não no sentido pejorativo) de encontros. claro que tentaremos em alguns meses promover eventos mais produzidos, talvez com apresentações, em auditórios, quem sabe até com coffee-break (hohoho), mas a ideia principal é conhecer pessoas e trocar experiências, sem necessariamente um palco, um microfone ou um mestre de cerimônias no meio do caminho.
quem foi no #smdaybh sabe que foi bacanésimo. a ideia é repetir aquilo lá, agora com mais gente. até porque agora estamos divulgando com bastante antecedência, dá pra todo mundo marcar na agenda, se planejar, dar uma forcinha aí na divulgação, quem sabe até descolar um apoiador gente fina que tope doar brindes para sorteio, hein, hein?
então, a data e o local estão no flyer, mas eu repito:
1º social media meeting bh – #smmbh
28 de julho, quarta, às 19h,
no bar ideal (r. sergipe, 1187, savassi)
apesar de aberto e gratuito, pedimos que quem pretende ir se cadastre aqui, para termos uma noção da quantidade de gente (e pra animar quem ainda estiver em dúvida).
ah, acho que vale ressaltar que esse NÃO é um evento panelinha, como alguns temiam que o #smdaybh pudesse ser – e me confessaram esse medo lá. eu e o lucas, que botamos pilha pro evento acontecer, só nos conhecemos pessoalmente lá, na hora. foi uma turma bem diversificada e todo mundo interagiu tranquilamente!
é em inglês, mas eu sou gente boa e vou quebrar o galho docês, resumindo as ideias básicas (mas veja o vídeo porque além do visual e da musiquinha, as fontes estão nele):
social media é um termo abrangente, que engloba diversas atividades integradas de tecnologia, interação social e construção de conteúdo em texto, imagem, vídeo e/ou aúdio. ou, simplesmente, as milhões de conversações que as pessoas mantém entre si o tempo inteiro.
e por que diabos eu devo me importar com isso?
lá vão 10 razões:
#1 . social media é hoje a principal atividade online, superando inclusive a pornografia e a troca de emails pessoais.
#2 . dois terços dos internautas do mundo visitam redes sociais.
#3 . o tempo gasto nas redes sociais vem aumentando 3 vezes mais do que o gasto na internet em geral, e hoje representa 10% desse tempo.
#4 . o ambiente online, incluindo as mídias sociais, se tornou a maior fonte de pesquisas para o consumidor tomar decisões de compra.
#5 . milhões de pessoas estão criando conteúdo para as redes sociais. seus concorrentes já estão lá. seus consumidores estão lá há muito tempo. se o seu negócio ainda não está lá, devia estar.
#6 . em breve, 3 bilhões de consumidores vão acessar a internet de algum dispositivo móvel, que possibilita a eles postar a qualquer hora, a qualquer lugar. imagine o que isso siginifica diante de uma experiência negativa de consumo! o fenômeno, chamado de “web super-fresh”, obriga as marcas a se compromoter com seus consumidores!
#7 . o facebook já é considerado o “sistema operacional” da web social, pois venceu a guerra das redes sociais. se o facebook fosse um país, seria o 3º maior do mundo, maior inclusive que os estados unidos. em menos de um ano, o facebook ganhou 200 milhões de novos usuários. atualmente, são 500 mil novos usuários por dia, e a previsão é de 500 milhões de usuários até dezembro deste ano. a cada dia, 5 bilhões de minutos são gastos no facebook. a cada semana, 1 bilhão de conteúdos diferentes (links, posts, fotos, notas, etc) são compartilhados no facebook.
#8 . o twitter prevê que atingirá a marca de 1 bilhão de usuários até 2012. se isso acontecer, o twitter será o coração do planeta.
#9 . o marketing de via única já era. pare de pensar em campanhas e comece a pensar em conversações. ouça primeiro e venda depois. (eu, clarice, me atrevo a acrescentar: “ouça e RESPONDA primeiro”)
#10 . na maioria dos casos, mídia social é gratuita e só vai te custar tempo.
o tempo de brincar em social mídia definitivamente acabou!
o cláudio torres é um dos mais renomados especialistas na área de marketing digital – nessa área tão povoada por especialistas-wannabe, ele se destaca. atualmente, estou no meio da leitura do seu “a bíblia do marketing digital” e mesmo sem ter terminado, já o recomendo demais. com uma linguagem clara e objetiva, o livro é um guia bem completo para o profissional da área. pessoalmente, ainda não me surpreendi com nenhum ensinamento precioso o qual eu já não soubesse, mas a forma como ele organiza os assuntos, exemplifica, analisa criticamente e oferece referências é muito interessante, e faz o livro merecer o título. é para ter sempre por perto.
agora o cláudio torres inaugura uma nova forma de compartilhar conhecimento: esta semana, foi ao ar o primeiro episódio de seu vídeolog, o the webshow. previsto para ser um programa semanal, o videolog pretende abordar temas variados dentre os diversos possíveis na área, como o conceito das sete estratégias apontadas no livro, marketing digital político, marketing digital de eventos e outros, além de comentários sobre temas que repercutirem na web.
segundo ele, “o lançamento do webshow serve também para mostrar a importância de ser multimídia na internet. (…) trabalhar com texto, imagens, vídeos e áudio, mais do que um prazer ou uma questão de escolha, passou a ser uma obrigação de todos aqueles que querem multiplicar sua exposição usando o marketing digital.” (entendo o ponto de vista dele e concordo que, no caso dele, a multiplicidade de linguagens é realmente um diferencial importantíssimo. só não acho que isso valha pra todo mundo. não dá pra sair indicando ao cliente fazer de um pouco de tudo sem um bom estudo embasando a decisão.)
enfim, o que importa é que o primeiro episódio já está no ar. claúdio aborda um tema bem introdutório, ao fazer uma reflexão sobre a migração do consumidor para as novas mídias e a necessidade dos clientes e das outras mídias de se adaptar e se reinventar para não perder o bonde. assistam abaixo e tirem suas próprias conclusões:
acabo de ver no techcrunch a notícia de que o google investiu secretamente algo entre 100 e 200 milhões de dólares na gigante dos social games zynga. segundo as fontes do portal, o investimento seria o primeiro passo de uma estratégia bem mais ampla: o lançamento, ainda esse ano, do google games.
se isso se concretizar, as vantagens são inúmeras. o google já entraria no mercado com uma sólida base de jogos e, à medida em que os jogadores se logassem para jogar, teria acesso a um gráfico social significativo. há também a possibilidade de, com o tempo, a empresa substituir o uso do paypal pelo seu próprio sistema de pagamento, o google checkout. seria a oportunidade de ouro para finalmente o sistema do google entrar na briga como gente grande.
os social games, em especial os da zynga, foram fundamentais para o facebook se tornar o que é hoje. se os rumores sobre o tal google.me forem verdadeiros, investir em uma parceria como esta é obviamente uma decisão inteligente, mas será preciso bem mais para encantar os jogadores e convencê-los a experimentar a nova rede. em tese, tenho certeza que o google sabe disso e tem uma carta na manga, mas depois de ver a extensa lista de cabeçadas do post abaixo, nada mais me surpreende.
recentemente, foi divulgada a notícia de mais um projeto de incursão do google nas redes sociais: o google me, que supostamente viria para concorrer diretamente com o facebook, líder absoluto no, segmento com mais de 400 milhões de usuários. não há nada confirmado ainda, mas os rumores são fortes.
no entanto, apesar do inegável poder do google na internet, suas inúmeras tentativas de reinar também nas redes sociais não são extatamente um exemplo de sucesso. para ilustrar essa longa jornada do gigante, o mashable produziu a interessante linha do tempo abaixo:
(não é exatamente novidade para nós brasileiros, mas não deixa de ser curioso o ponto de vista dos gringos sobre o orkut. a rede está em 65º lugar no ranking de tráfego da alexa.)
acabo de ler no twitter brasil a notícia de que o twitter estuda a possibilidadede vender seguidores. segundo o blog, a história, que ainda não é confirmada, teve origem neste post do blog all things digital, do wall street journal. ambos os posts deixam claro que não há nada definido ainda. o blog brasileiro conclui o post com a pergunta: “será que o twitter passará a ter iniciativas negativas e autodepreciativas por causa de dinheiro?”
eu espero (e acredito) que não, apesar de não ter nada contra o twitter usar a criatividade para ganhar dinheiro. não me incomodo nem um pouco com os “promoted trending topics”, por exemplo.
mas na verdade ao ler a notícia eu me perguntei outra coisa: quem garante que seguidores comprados vão mesmo ler o que o seguido escreve? qual a validade disso? eu nem me pergunto por que raios alguém pagaria por um chumaço de seguidores porque eu sei que existe bobo pra tudo, mas sério, adianta de quê? quem garante que esses seguidores comprados leriam alguma coisa?
a prática de inflar seguidores artificialmente, na minha opinião, subverte a essência da ferramenta, que é a construção de redes de contatos montadas individualmente, a partir de interesses diversos que variam de pessoa pra pessoa. claro que já existem inúmeros formas de burlar a dinâmica “natural” e inflar seguidores, mas duvido que o próprio twitter daria aval pra isso. boicotar a si mesmo por dinheiro não é ganância, é burrice.
eu acho que devia ter outro nome, mas nome é o que menos importa.
no dia 1º, um dia depois do encontro mundial, todos que se cadastraram para o evento receberam um email do pessoal do mashable:
*
The inaugural Social Media Day celebrated yesterday did exactly what it was intended to do: connect thousands of people face-to-face in their local communities, provide resourceful discussions around social media, and plant seeds for ongoing monthly meetups that enable people to network and learn from one another. (…) We encourage you to start thinking about the next meetup to establish your own Mashable Monthly Meetup that educates,
connects and brings the social media community together locally and globally. This time around, we are going to encourage people to host their meetup on Wednesday, July 28th. Let’s continue to make these connections possible!
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resumindo: vamos transformar a experiência do #smday em encontros mensais de social media?
e daí que nós pensamos: “uai, por que não?”
de modos que vai rolar. se conseguimos agitar um encontro bacana em menos de 48h, certamente conseguiremos no mínimo um tão bacana quanto com essa antecedência de quase um mês. estamos com algumas ideias e nada fechado ainda, mas temos certeza de duas coisas: 1) será free igual ao primeiro, apesar de pedirmos aos interessados para se cadastrarem; e 2) manterá o espírito de troca de contatos e experiencias, com o objetivo de fortalecer a comunidade de social media em bh.
o resto vamos definindo aos poucos. mas se você tem interesse, cadastre-se aqui pra ir recebendo as novidades, e pra ajudar a gente a dimensionar os preparativos.
antes de mais nada, eu queria agradecer imensamente a todos os envolvidos! ao lucas, do criticarbh, que comprou a ideia na hora; a todos os arrobas que compareceram e enriqueceram o encontro com suas experiências; ao pessoal que não pode ir mas ajudou a divulgar; ao outro lucas, da amadi, que divulgou o evento pro mailing da associação; e finalmente à plan b, ao matt – da superlatido – e à lazo, que doaram brindes para sortearmos no encontro!
eu não esperava que o encontro tomasse a proporção que tomou. como contei antes, soube que o mashable estava propondo o social media day e queria apenas participar do evento de bh. cadastrei meu interesse lá no mapa do meetup everywhere, vi que o “@criticarbh” tb tava cadastrado. vi a chamada dele no facebook e o fato é que o encontro de ontem nasceu assim:
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a partir daí a resposta dele já foi no twiter pra todo mundo ver. em pouco tempo a lista dos interessados no meetup everywhere foi crescendo e o povo foi retuitando, enquanto a gente tentava definir o lugar. foi a falta de tempo e de contatos que acabou fechando a baiana mesmo. escrevi o post explicando melhor o evento, seguimos disparando via twitter e facebook. no dia seguinte (ontem) eu juro que achei que o contador de acessos daqui tava bugado. antes do meio dia mais de 200 pessoas tinham lido o post – o dia ia fechar em 704! –, a notícia tinha espalhado e teve gente que eu não conheço convidando amigo meu pra ir lá. à tarde, ainda vieram os apoios da amadi e do mercado web minas, que deram mais uma turbinada na divulgação. tivemos a ideia de tentar conseguir alguns brindes pra sortear faltando umas cinco horas pro evento!
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mas clarice, por que uma introdução tão grande?
ok que concisão nunca foi meu forte mesmo, mas dessa vez é porque eu eu acho toda a história bem bacana! o encontro acabou virando um meta-case de como um “produto” que interessa a seu público e que oferece não apenas conteúdo, mas também uma experiência diferenciada cai facilmente na boca do povo! houve quem me disse que ficou receoso de chegar lá e só ver uma panelinha de gente que se conhecia há tempos. isso é uma coisa que eu temeria também, e foi outro aspecto superpositivo do nosso encontro. a espontaneidade de como ele se formou garantiu a reunião de pessoas diferentes, de diferentes áreas e com diferentes experiências, e que tinham em comum o fato de estar lá a fim de conhecer e ouvir os outros diferentes.
veja mais e melhores fotos no flickr do criticarbh: http://www.flickr.com/photos/criticarbh/sets/72157624398491460/with/4751885790/
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no geral, cada um foi chegando e se apresentando pro que tava do lado e num instante a mesa estava animada como se fosse um reencontro de velhos amigos. quando decidimos fazer os sorteios, aproveitamos o momento para cada um se apresentar de forma mais geral e contar um pouco de sua vivência na área.
ouvimos o lucas contar como foi apresentar o case do criticarbh no palco do #smbr, em são paulo, e sobre outras apresentações que chamaram sua atenção lá. o lício, representante de deus no encontro, contou sobre seu projeto de desenvolver “aplicativos inúteis” como o “random follow friday” ou o “quiet twitter” (esse último nem tão inútil assim, na minha humilde opinião). ficamos sabendo também que o alisson desenvolveu uma rede social de filmes, a filmow, que existe há mais de um ano e tem um bocado de membros (ok, não lembro quantos, não anotei, shame on me, mas o twitter deles tem mais 2200 seguidores!).
enfim, só pelo que rolou ontem, eu já considero um sucesso absoluto. hoje, ainda no calor do momento, nota-se uma intenção de não deixar o movimento morrer. a troca de contatos permite que as conexões permaneçam e se desdobrem, e já tem quem esteja planejando o próximo. eu não ia achar nada ruim! :-)
além de desejar a todos um ótimo encontro esta noite, ele espera que esse seja o ponto de partida para organização de encontros mensais de social media em cada comunidade. vamos dicutir essa ideia ao vivo?
só reforçando, anotem aí:
1º social media day BH – #smdayBH
30/06, quarta, às 19h
baiana do acarajé 2 (r. antonio de albuquerque, 440)
esse eu vi no brainstorm #9, fui lá ver qual era e já tô arriscando a perder horas na brincadeira: moovee.me, resenhas de filmes em 140 caracteres.
o site é meio intuitivo, não possui um passo a passo, mas é fácil. parece uma mistura de twitter com skoob, só que de filme. twitter por causa da estética e dos 140 caracteres. você também pode seguir e ser seguido, sem reciprocidade. e skoob porque você vai catalogando e avaliando os filmes que já viu, montando também sua “estante” audiovisual. aí você pode buscar por filmes que quer ver e conferir a nota média e os comentários feitos pelos usuários, ou descobrir pessoas com gostos afins e seguir pra pegar indicações.
a única falha grave que senti é a falta de busca por usuário (ou então fui eu que não achei). mas a quem interessar, tá aqui o link pro meu perfil.
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ainda não dá pra afirmar ao certo se vai pegar ou não, mas eu adorei!
Até onde sabemos, não existe um Social Media Day. Mas achamos que devia ter.
é assim que o portal mashable inicia o post em que propõe o dia 30 de junho para a organização de encontros em diversas cidades ao redor do mundo para celebrar um dia da mídia social.
usando a ferramenta meetup everywhere, o pessoal do mashable organizou encontros nas cidades em que tinha pessoal e convidou interessados a organizar nas demais cidades também. no momento em que escrevo, o mapa aponta para 596 encontros em 92 países, envolvendo 9.605 pessoas. uau! * * social media day em BH
aí que eu fui lá no mapinha e procurei por belo horizonte. tinham dois interessados e ninguém organizando. como um dos interessados era o @criticarbh, que não conheço pessoalmente ainda mas sigo no twitter e no facebook, fui atrás dele e propus de fazermos um, na tora. não temos grana, não temos um lugar fechado pro evento, não temos palestrantes, não temos brindes e temos menos de 24 horas pra organizar, mas acreditamos que um encontro informal de pessoas animadas para trocar ideias em uma mesa de bar é A CARA de belo horizonte.
como boa mineira, amante do futebol e fã de boas ações digitais, eu não poderia ficar de fora desse apelo! o site abre a copa, mineirão! é o carro-chefe da campanha pela escolha do nosso estádio para sediar a abertura da copa 2014, que ganhou um gás especial depois que o morumbi, o concorrente paulista, foi vetado para a competição.
idealizado por wadson ribeiro, ex-secretário executivo do ministério dos esportes, o site traz, além de um abaixo-assinado virtual, um contador de twitts pela causa, um apanhado de notícias sobre o tema na imprensa, material de campanha (como o banner acima) para download e links para os perfis da campanha em redes sociais como o twitter, o facebook e o orkut, entre outras.
(update: soube depois que esse trabalho foi responsabilidade da agência 68 interativa. parabéns, pessoal!)
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torcedores em campanha no jogo brasil x portugal (foto do jornal “o tempo”)
hoje à tarde eu fui trocar figurinhas na barragem santa lúcia. trocar figurinhas literalmente, aquelas autocolantes do álbum da copa do mundo. eu e minha mãe, cada uma com seu álbum. aliás, já foi dito e redito que a mania pegou adultos de um modo nunca antes visto, monte de marmanjo trocando figurinhas sem usar o sobrinho como desculpa. mas não foi exatamente isso que me chamou atenção.
eu já tinha ido lá na barragem mas por acaso, em um dia de semana, e tinha umas quatro pessoas trocando em frente à banca. hoje, depois do almoço, parecia uma festa ao ar livre, um piquenique comunitário. pra ter uma vaga ideia, tirei esta foto quando estava indo embora, mas o jogo da argentina já tinha começado e o lugar estava muito mais vazio que quando eu cheguei:
não importa se vc não conhece ninguém. ninguém ali conhece ninguém, porque com quem você conhece você já trocou suas figurinhas. então mesmo que você seja a pessoa mais tímida do planeta, é só plantar em algum lugar com seu monte de repetidas à vista que em menos de um minuto alguém vai perguntar se pode olhar. aí vai juntando. tem que organizar pra não misturar suas repetidas com as do outrocom as que te servem com as que servem pra ele e por aí vai. às vezes se formam grupos de mais de dois, mas funciona. e tem uma ética própria. a troca é um por um, mas entre adultos há muita margem de negociação. quem tem muito e precisa de pouco deixa o outro levar de graça, ou aceita repetidas em troca só pra não perder o volume. mas ninguém engana criança (pelo menos não que eu visse).
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aliás, conheci uma criança que merecia um post à parte. o tomás devia ter uns cinco anos, já tinha completado o álbum e tinha o maior monte de repetidas da praça. ele estava ali pra fazer negócio: cada figurinha ele vendia por 15 centavos, segundo ele mesmo, “o mesmo preço da banca”. ele mesmo negociava. se a gente perguntava pro pai, ele chamava o menino e dizia: “ô tomás, explica pra moça aí como você tá vendendo.” e ele explicava. claro que o pai ficava de olho, mas a gente conferia o monte do tomás e separava o que servia com ele ali do lado, vigiando. e depois ele ainda acompanhava a contagem final e quase sempre já sabia fazer as contas de cabeça pra calcular os rendimentos. “olha só, deu 20 figurinhas. são 3 reais, certo?” ele parava, pensava um pouco e confirmava com a cabeça. enquanto eu tava abrindo a bolsa uma outra moça me pediu pra ver meu monte e eu passei pra ela. bastou essa distração pro tomás me cutucar e dizer “ei, você ainda tem que me dar meu dinheirinho!” quando eu dei, perguntei pra ele: “tomás, com esse monte de figurinha que você tem vai conseguir um dinheirão, você já sabe o que vai comprar?” pra responder essa ele não pensou um segundo: “sei: um wii!” :-D
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daí que quando saímos minha mãe comentou que tinha ficado fascinada com aquele movimento. e eu comentei já meio viajando na maionese que isso era porque não dava pra trocar figurinhas pelo orkut – apesar de que nós trocamos com minha tia em brasília e meu irmão na frança, pelo correio, mas isso é outra história. o que eu quis dizer é que ser social é da nossa essência. orkut, twitter, facebook, uoréva, são apenas as ferramentas que facilitam as coisas, que deixam as “sociabilidades” mais instantâneas, mais rápidas e com maior alcance geográfico, mas quando elas não são adequadas, a gente se vira e faz uma outra rede que funcione.
não sei se é porque ainda estava com a cabeça fervendo com tudo que ouvi no circuito 4×1 (que ganhará um post próprio em breve), mas fiquei matutando que entender isso é um dos segredos pra uma ação bem sucedida de “marketing em redes sociais”. escolher a ferramenta a ser usada é consequência, e não ponto de partida do planejamento. alguém discorda?
assinada pelo próprio jorge ben jor, em parceria com mano brown, a regravação do clássico “Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)”, de 1976, deu o que falar. certo dia, no twitter, foi prometido um teaser do clipe caso a hashtag #umbabarauma emplacasse nos trending topics – tarefa cumprida sem a menor dificuldade.
realizado pela nike sportswear, o projeto “umbabarauma” apresenta, além da regravação e do clipe, um documentário e uma iniciativa de retorno social. a ideia é pôr a faixa à venda em todo o mundo e reverter a renda integralmente para o capão redondo futebol clube, uma iniciativa da ong periferia ativa, que visa a inclusão social de jovens entre 13 e 20 anos. você pode saber mais sobre o projeto no hotsite.
isso tudo é muito bacana, mas eu confesso que o motivo principal desse post foi mostrar o clipe mesmo. porque a música que já era ótima ganhou um novo charme sem perder a delícia de balanço. e se alguém aí estiver pensando em fazer uma playlist especial de futebol para a festa de amanhã, pode apostar que essa versão já é obrigatória! ;-)
tempos de copa do mundo são sempre mais que propícios para pegar carona na euforia causada pela paixão nacional. e tempos de superatividade em redes sociais não deixam dúvidas de que uma velha mania tem conquistado torcedores de todas as idades: o álbum de figurinhas. não sei se a exposição online apenas mostrou o que sempre houve, ou se amplificação influenciou o aumento dos adeptos, mas o álbum da copa é assunto onde quer que se vá. marmanjos (como eu) que não colecionavam figurinhas há décadas se vêem envolvidos no hobby com empolgação infantil e clubes de troca – virtuais ou não – pipocam pelo país.
como uma coisa leva a outra, e a criatividade aliada às novas possibilidades tecnológicas não tem limites, a mania acaba gerando filhotes. um deles, que descobri hoje, é o lindo plakker album, o primeiro álbum de figurinhas ilustrado online.
67 jogadores, ilustrados por 33 artistas de 10 países, formam a coleção de figurinhas que para ser completada, deve ser “garimpada” pelos usuários nos diversos blogs parceiros. o álbum é dividido em 3 sessões: Brasil, com 25 craques da nossa seleção; seleções, com 31 destaques dos times internacionais; e gold, com 10 jogadores que marcaram a história do futebol.
além da diversão e do colírio para os olhos, a brincadeira também dá prêmios. os 10 primeiros a completar ganham 2 revistas zupi, e do 11º ao 70º ganham 1 revista.
para os designers, há um concurso para a customização da figurinha nº 1, um brasão para seleção brasileira. qualquer usuário cadastrado pode participar e concorrer a um livro “onesto”, do artista alex hornest (editora zupi) e 5 edições da revista zupi, além de ter o trabalho incluido no projeto.
pelo menos pra quem se interessa por marketing digital, esta semana está movimentada.
hoje, às 19h30, o especialista em marketing digital andré telles lança seu livro “a revolução das mídias sociais”, pela editora m.books. o lançamento, com palestra gratuita do autor, será no auditório da AMPRO – associação de marketing promocional. haverá uma palestra extra amanhã, no mesmo horário.
quinta e sexta-feira são os dias da segunda edição do social media brasil, o principal evento brasileiro de mídias sociais e marketing digital, com mais de 36 palestras e debates. quem ficou de fora dessa edição (como eu), poderá acompanhar a cobertura colaborativa que sempre rola no twitter pela tag #smbr.
finalmente, no sábado, dia 26, é a vez da edição paulista do circuito 4×1 de marketing digital, na espm da vila mariana. dividido em quatro arenas temáticas e duas desconferências, o evento tem inscrições gratuitas. para acompanhar no twitter, procure a tag #circuito4x1.
nesse último eu estarei presente. não sei se conseguirei fazer cobertura em real time pq meu acesso é apenas pelo celular, mas pretendo escrever aqui, depois, minhas impressões, a exemplo do que costumo fazer em outros eventos do tipo.
eu sou tímida e nem sempre abordo as pessoas, mas se você por acaso me vir por lá, pode se apresentar! ;-)
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pra não dizer que não acontece nada em bh, amanhã, dia 23, às 19h, a interface comunicação promove outra edição do projeto face a face, com o tema “novas tendências no uso e monitoramento das redes sociais”. as inscrições são gratuitas, mas já encerraram. torço para que dê pra acompanhar alguma coisa na tag #faceaface.